Biografia de Joana D'Arc

Jojoana-darc_ana D’Arc (1412-1431) nasceu no vilarejo de Domrémy, França, no dia 6 de janeiro de 1412. Filha de Jacques d’Arc e Isabelle Romée teve três irmãos e uma irmã, foi criada seguindo os princípios da fé católica.

Ajudava o pai no trabalho na terra e na criação de carneiros. Não aprendeu a ler nem escrever. Joana, quando era criança, presenciou o assassinato de membros de sua família por soldados ingleses que invadiram a vila em que morava.
Foi aos 12 anos, quando ouviu uma mensagem divina, que sua vida começou a mudar.
Segundo a jovem, o arcanjo São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida apareceram em uma noite, no meio de uma luz branca, e contaram que ela é quem deveria libertar Orleans do domínio inglês e ajudar a coroar Carlos VII como rei da França.
Foi orientada a entrar para o exército francês e ajudar seu reino na guerra contra a Inglaterra. Ordenaram que procurasse o príncipe Carlos VII.

Em 1337 o rei Eduardo III (1327-1377) da Inglaterra, desembarca na França com mais de 20 mil homens. É o início da Guerra dos Cem Anos. Não se tratava de uma guerra entre dois povos constituídos em nações diferentes.

Muitos ingleses eram normandos, ou seja, franceses que chegaram à Inglaterra com Guilherme o conquistador; por outro lado, muitos franceses eram bretões, ou seja, ingleses que habitavam há muito tempo o norte da França.

Em 1415, os ingleses obtiveram, através de um tratado, metade do território francês, passando ao domínio do rei Henrique V (1414-1422).

A outra metade francesa ficaria sob o domínio de Carlos VI. Com a morte de Carlos VI, foi coroado o filho de Henrique V para sucedê-lo, para os franceses o rei deveria ser Carlos VII. As visões de Joana D’Arc lhe ordenavam salvar a França e coroar o rei.

Com 16 anos, Joana, motivada pelas mensagens, cortou o cabelo bem curto, vestiu-se de homem e resolve pedir uma escolta para acompanhá-la até o príncipe. Viajou dez dias e dez noites e chegou ao Castelo na cidade de Chinon.

Interrogada por bispos e cardeais acaba por convencer a todos. Joana ganha confiança de Carlos VII, que depressa entrega-lhe o título de chefe de guerra. Logo parte liderando a tropa e durante três dias e três noites, com violentas investidas consegue vencer os inimigos, que batem em retirada.

Estava libertada a cidade de Orléans.

Outra cidade importante Reims, também voltou ao poder dos franceses. Carlos VII, agora reconhecido legítimo rei da França foi coroado e consagrado em 17 de julho de 1429, na Catedral de Reims.

Diante disso reascenderam as esperanças dos franceses de libertar o país.
Suas vitórias importantes e o reconhecimento que ganhou do rei Carlos VII despertaram a inveja em outros líderes militares da França.

Estes começaram a conspirar e diminuíram o apoio de Joana D’arc.
Na primavera de 1430, Joana retoma a campanha militar e tenta libertar a cidade de Compiègne, dominada pelos borgonheses, aliados dos ingleses. É presa em 23 de maio do mesmo ano e entregue aos ingleses cujo objetivo era que ela fosse julgada pela Santa Inquisição, o mais elevado tribunal da Igreja na França.

O tribunal reuniu-se pela primeira vez em fevereiro de 1431, com a presença do Bispo, um partidário do Duque de Borgonha, aliado à Inglaterra. Seu julgamento foi uma verdadeira tortura, acusada de herege e feiticeira, em função de suas visões, depois de meses de julgamento é condenada a morte na fogueira.

Foi queimada viva na cidade de Rouen, no dia 30 de maio de 1431.
Em 1456, depois de 25 anos a Igreja reabre seu processo e Joana D’arc é reabilitada de todas as acusações, torna-se a primeira heroína da nação francesa. Em 1909, a guerreira foi beatificada e no dia 16 de maio de 1920, 500 anos depois, o papa Bento XV a proclama santa.

Hoje, Joana D’Arc é a Santa Padroeira da França.